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Torre da Paz de Benfeita

by | 17 Dez, 2014 | Beira Litoral, Insólito, Lendas, Províncias

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Na Benfeita há uma torre com um peculiar ritual. Inicialmente designada Torre Salazar, obviamente aquando da vigência do antigo regime no país, passou depois a apelidar-se Torre da Paz, homenageando o final da II Grande Guerra na Europa, embora os residentes, no seu sentido prático habitual, continuem a chamá-la como sempre a chamaram: Torre do Relógio. A altura é superior à dezena de metros, e ergue-se acima das casas à beira rio por se encontrar numa pequena elevação.

Sinos pela paz

A Torre teve um propósito ímpar: celebrar a capitulação nazi numa guerra tida como bárbara, mesmo comparando-a com outras de igual índole, e que, na verdade, só viria a terminar oficialmente alguns meses depois, quando a rendição do Japão veio a papel. Foi construída no ano do final da II Guerra Mundial, em 1945, numa altura em que o seu fim era já uma realidade e em que a única dúvida estava na data em que tal acontecimento iria acontecer.

De facto, os habitantes de Benfeita foram dos primeiros a tomar conhecimento da vitória dos Aliados, antes ainda de Lisboa o saber. No dia do adeus às armas, um funcionário inglês, sabendo que a aldeia havia construído uma torre que encimava um sino à espera de ser tocado em celebração, telefonou a dar a notícia: a guerra, pelo menos a guerra em território europeu, tinha chegado ao fim, e estava na hora de dar uso à Torre da Paz. Assim se fez. No sino que lá está no topo conseguimos ler-lhe a estreia: “Este sino tocou pela primeira vez a anunciar o fim da guerra da europa em 1945”.

O badalo continua a ter trabalho todos os anos, sempre no mesmo quadrado do calendário, 7 de Maio, data em que os alemães mandaram a toalha ao solo, sonando 1620 vezes nesse dia, correspondendo cada repique a um dia de guerra.

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Arganil – o que fazer, onde comer, onde dormir

Arganil deve ser um dos concelhos do país com maior número de opções no que toca a praias fluviais - das mais secretas às que recebem o reconhecimento da Bandeira Azul, há de tudo um pouco, excepto água salgada. No meio de tanta escolha, sobressaem a praia fluvial de Foz d'Égua, a belíssima Fraga da Pena na autóctone Mata da Margaraça, os vários poços do Poço da Cesta, a vasta praia fluvial de Côja, a menos conhecida praia fluvial de Moinhos de Alva, e a pequena península que se forma na Barragem das Fronhas com área de lazer. São quase todas originadas pela Serra do Açor, que distribui caudais na sua vertente norte até ao rio Alva.

Mas além das ribeiras e praias e cascatas, Arganil faz-se valer pelas suas vilas e aldeias de xisto vestidas, umas reconhecidas de forma oficial na rede Aldeias de Xisto, outras nem por isso: o Piódão é a mais célebre, sendo capa de vários livros que ilustram o interior do país e parte integrante da rede Aldeias Históricas, conta com um bom restaurante para quem quiser ir à Chanfana; Foz d'Égua, à beira do Piódão, apesar de ser propriedade de meia dúzia de pessoas, pode ser visitável em todo o seu alcance; Benfeita conta com uma torre que repica pela paz; Vila Cova de Alva embeleza-se com convento, ermidas a rodos, e rua manuelina; e Barril de Alva vale a pena se andar por ali no terceiro Sábado de cada mês, quando acontece a feira. Não sendo um povoado mas merecendo de igual forma visita, temos a Capela da Rainha Santa Isabel, de planta distinta e diferenciadora.

Também na componente gastronómica, o município de Arganil dá cartas: nas carnes, é famoso o Bucho Recheado de Benfeita, de Vila Cova de Alva e de Folques, o coelho assado, e o cabrito; nas sopas, a canja de galinha e o caldo da castanha têm versão depurada, à moda da serra; o resto da imaginação foi despendida com a lambarice, nas Tigeladas de Torrozelas servidas em recipientes de barro, na Broa de Batata que se vende nas lojas do Piódão e de Côja, nos licores serranos feitos à base de ervas nativas, nas bolachas de ovo e açúcar conhecidas por Sequilhos. Em Junho podemos provar tudo isto num só sítio: a Feira das Freguesias.

E enfim, mal se falou da própria vila de Arganil. Os monumentos que mais merecem visita do burgo estão na sua periferia - o Santuário do Mont'Alto, a este, e a Capela de São Pedro, a norte. Simpático e barato é o restaurante A Tasquinha, bem no centro, para picar pratos locais. Uma boa alternativa à sede de concelho é a vila de Côja, apelidada de princesa do Alva por ser cruzada por este, famosa pelo seu parque de campismo com acesso à praia fluvial, e onde no restaurante Príncipe do Alva se pode entregar aos sabores do Polvo à Lagareiro.

Para dormir, o que mais se recomenda é que se pernoite nas pequenas casas xistosas afogadas nas ondas do Açor. Há muitas que conseguiram manter o toque da serra modernizando-a com o necessário conforto. Para nomear algumas, aqui ficam as que destacamos: a Casa da Quelha ou os InXisto Lodges em Chãs de Égua, bem perto do Piódão e de Foz d'Égua; a Casa da Padaria bem no coração do Piódão, e por favor fiquem para o pequeno-almoço; a Casa do Loureiro, um chalé no Soito da Ruiva; a Casa do Alto, na aconchegante Benfeita, bem perto da Mata da Margaraça; o muito procurado Campus Natura; ou a Casa do Rio Alva, à beira-rio e mais próxima de Arganil. Se entender que o ideal é ter mais serviço e menos tradição, terá sempre o INATEL Piódão, com a melhor vista sobre a aldeia presépio, ou a Quinta da Palmeira, casa oitocentista adaptada a hotelaria com dez quartos disponíveis.

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Mapa

Coordenadas GPS: lat=40.228786 ; lon=-7.943803

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