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Para a malta do sul, o Cabo Sardão é dos pontos mais a ocidente onde se pode estar mantendo os pés no Baixo Alentejo. Para nós, visitantes, é uma nova finisterra, uma no meio de mil outras portuguesas, que faz a diferença pela altivez com que olha o mar.

Uma estrada Vicentina

Seguindo uma estrada em terra batida, dar com o Cabo Sardão é tão fácil quanto ler. Vem indicado em tudo o que é placa na estrada que liga Vila Nova de Milfontes a São Teotónio – a meio, vira-se costas ao interior e acelera-se em direcção à costa.

Passamos por tudo o que sintetiza a flora do Parque da Costa Vicentina: sobreiros descortiçados, eucaliptos de meia idade, pinheiros-mansos de vez em quando, aromatizantes chamados rosmaninhos.

Depois, o que mais sinaliza o cabo, pelo menos antes de nos pormos em cima dele, é o farol que o antecede, com um anexo pintado a cores do sul, bem grande para o que já se viu noutros promontórios. É nas suas costas que se encontra o que aqui importa. Circundando um campo de futebol cujas manchas de relvado não chegam a somar um metro quadrado – onde ainda se fazem jogos à séria, e que, de resto, deverá ser o estádio com mais bela vista do país -, seguimos um trilho forrado a estevas que termina onde já não se pode ir além.

Este é o Cabo Sardão, sítio férreo, contrastante com a brandura alentejana, onde cegonhas-brancas desmedrosas montam coroas de paus em cima de escarpas acutíssimas e penetrantes (na foto em cima podemos ver uma, no canto superior esquerdo, e outra, mais longe, ao fundo).

Obviamente, a melhor forma de olhar para ele não é estando nele próprio. Desviando a vista para norte, vemos uma plataforma, plana e de fácil acesso, parece que montada pelos Deuses para que possamos olhar para o Sardão como ele merece. E por isso é esse o percurso natural a ser feito. Uma deslocação que vai duzentos metros acima, entrando numa espécie de ponte que nos leva a esta plateia do Cabo Sardão, pontuada com vulpias que andam à mercê das vontades do vento. E aí sim, temos o quadro do cabo por inteiro: uma linha de pedra que vai caindo e caindo até ao Atlântico, formando aquilo que parece um perfil de uma cara de um elefante a afundar-se.

O Cabo Sardão, como um elefante, a cair sobre o mar

Um elefante que se afunda no oceano, uma outra forma de olhar o Cabo Sardão

Odemira – o que fazer, onde comer, onde dormir

De Odemira ficam sempre as praias, em continuação, ao longo da Costa Vicentina. Não há uma que não se recomende. Da Praia do Malhão, ainda a norte de Vila Nova de Milfontes, à Zambujeira do Mar, já a sul do Cabo Sardão, um rolo de areais escondidos por arribas vai-se revelando aos mais aventurosos. A Praia do Brejo Largo, a Praia do Almograve, a Praia do Cavaleiro, entre dezenas de outras, são de visita obrigatória. Para dentro não nos podemos esquecer da praia fluvial de Santa Clara-a-Velha, na barragem com o mesmo nome, e do Pego das Pias, um dos segredos do concelho.

O descanso pode ser feito em várias casas e quintas que por ali se espalham. Salienta-se a sustentabilidade da Figueirinha Ecoturismo, a Quinta do Chocalhinho junto à sede de concelho, e a Herdade do Touril em pleno Parque da Costa Vicentina.

Se a intenção for conhecer o interior do município, recomenda-se a casa Sernadinha.

Mais oferta para dormidas em Odemira podem ser vistas em baixo:

Mapa

Coordenadas de GPS: lat=37.598512 ; lon=-8.818953