Poço Azul de Afife

by | 21 Jun, 2020 | Lugares, Minho, Natureza, Províncias, Rios e Ribeiras

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Uma curta busca online por Poço Azul levar-vos-à a resultados longe daquele que aqui escrevo. O mais conhecido será, porventura, o Poço Azul de Santa Cruz da Trapa ou eventualmente o Poço Azul do Gerês. Dificilmente vem à baila o alvo do presente texto: o Poço Azul de Afife, a cerca de três quilómetros da praia com o mesmo nome.

Encosta de água

O Poço Azul de Afife é mais do que um poço. Na verdade, são vários, uns seguidos aos outros, que vão aparecendo à medida que subimos um declive granítico escorregadio que começa na apertada ponte diante do Convento de São João de Cabanas (onde Pedro Homem de Mello, poeta de “Povo que lavas no rio”, viveu) e só pára quando o nosso pé deixa de conseguir avançar pela vegetação que acompanha o riacho.

De todos estes tanques naturais, o mais apetecível fica lá mais em cima, escondido por pedra e sombra, onde uma corda espera por saltos para a água quando o caudal do rio Afife engorda.

No fundo, é uma cascata que não quer ter fim. Revolvendo-se e transformando-se em novas quedas de água à medida que resvala rampa abaixo. Aqui e ali vemos banhistas, mas nunca em demasia, o que a põe como uma das melhores escolhas quando o descanso é o que mais se procura – costuma ter menos gente do que a Cascata do Pincho, por exemplo, isto apesar de esta última se encontrar mais distante das zonas mais povoadas.

Uma saudável alternativa aos destinos balneares que estão por perto, portanto, sobretudo em dias de nortada.

Como chegar

O caminho que nos é recomendado pelo Google Maps é enganador – indica-nos a Estrada Florestal como a via mais próxima, e a tendência é que nós nos façamos a ela. Na realidade, por ali dificilmente chegamos ao rio, mesmo arriscando a aventura do corta-mato.

A boa notícia é que existe uma melhor forma de lá chegar: chegados ao Largo da Armada, ao invés de irmos pelo Caminho de Gateira, seguimos pelo Caminho do Barroso. A estrada, embora de dois sentidos, vai estreitando até afunilar numa ponte junto ao convento onde mal um carro cabe, muito menos dois. Imediatamente antes da ponte é possível estacionar – sendo também possível fazê-lo mais à frente, depois de uma curva nos pôr em direcção a oeste.

Viana do Castelo – o que fazer, onde comer, onde dormir

Viana do Castelo, última estação do rio Lima e famosa pelo coração que já é símbolo nacional, dispõe das melhores praias do norte, salvaguardando que nem sempre se fazem acompanhar com o melhor dos climas, como a Praia da Arda e a Praia de Afife, vizinhas uma da outra, e de grande beleza, escapando aos areais mais pedregosos a sul.

Nos rios há vários poisos onde se pode ir a banhos. A Cascata do Pincho, mais para dentro, na Montaria, que em dias quentes é bastante concorrida. Ou o Poço Azul, mais perto de Viana, e curiosamente mais tranquila do que a primeira.

Para os lados da sede de concelho, não se pode perder a mais famosa romaria do país - a Senhora da Agonia, todos os anos no mês de Agosto (difícil mesmo é ter onde ficar, tal a procura). O Santuário de Santa Luzia, guardião de toda a cidade, bem como o castro homónimo que lhe é anexo são de ida imperativa. No Natal, Viana do Castelo tem como tradição decorar sempre a mesma árvore na Avenida 25 de Abril. E não esquecer de se experimentar a cozinha da Tasquinha da Linda, junto à lota - preços acima da média mas compensatórios.

As dormidas em Viana do Castelo têm boa oferta. Na cidade, sugerimos a Casa Manuel Espregueira e Oliveira, uma luxuosa habitação oitocentista entretanto requalificada, e o Hotel FeelViana, do outro lado do Lima, com arrojada arquitectura em madeira. Mais para dentro, recomenda-se a Casa do Monte de Roques, com piscina e circundada por vinha (conforme o calendário, podemos ajudar na colheita) ou a Casa da Reina, rústica e também com direito ao vinho da casa.

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Mapa

Coordenadas de GPS: lat=41.77287; lon=-8.84589