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Na freguesia de Torrão, concelho de Alcácer do Sal, a Lapa de São Fausto é mais do que a anta que invoca. Trata-se, na verdade, de um conjunto: anta e capela, com um moinho no caminho entre uma e outra.

Capela e Lapa de São Francisco

Há quem chame à lapa uma anta-capela. Em rigor, não é bem assim, já que não foi feita uma readaptação de uma anta a uma ermida, como acontece com o Dólmen-Capela de Alcobertas, na Serra de Aire e Candeeiros, ou com a Capela de Nossa Senhora do Livramento, perto de Santiago do Escoural. Houve, no entanto, um nicho construído no dólmen para receber a imagem de São Fausto, a quem é dedicado.

De resto, a anta, vulgo lapa, sobrevive com os seus visíveis esteios e mesa. Está cercada por muro ovalado.

Quanto à capela foi construída a cerca de 200 metros do seu parceiro megalítico, provavelmente durante o século XVII. Deverá ter um uso comum às restantes antas-capela do país, duas das quais já demos como exemplo – a sua função seria dar uma pintura cristã a um lugar sagrado de tempos pagãos. A ermida é hoje uma ruína de uma ruína, isto é, um monumento estragado pelo tempo que já era, ele próprio, uma reconstrução de um antiga ermida aqui erigida.

A lenda

A lenda associada ao conjunto é aquela que tantas vezes se repete, mudando-se apenas pequenas variáveis como o bem-aventurado em causa e o local de devoção.

A crença popular fala-nos acerca de uma imagem de São Fausto que foi encontrada na anta e transportada para a nova capela. Milagrosamente, a imagem saía da nova casa que lhe quiseram dar e retornava ao local de origem. Assim, para satisfazer a vontade do santo, no dia 18 de Outubro São Fausto era cultuado junto à anta, numa cavidade feita na mesa da mesma. Tal disposição, estabelecida em alvenaria, acabou demolida.

A escolha de São Fausto é relevante. Paulo Pereira aponta-o como correlacionado com os mitos de cristianização do paganismo alentejano pelo facto de estar ligado ao primeiro cristianismo. Sincretismos próprios dos lugares sagrados do neolítico posteriormente convertidos a nova fé.

Alcácer do Sal – o que fazer, onde comer, onde dormir

Alcácer do Sal, concelho não muito distante da urbe de Lisboa e ainda menos da de Setúbal, contraria os ventos polutos das cidades que lhe estão próximas com o límpido ar do campo que nos entra nariz adentro, sublinhado pelos voos vagarosos da cegonha-branca.

Oferece de tudo um pouco para os mais variados tipos de turismo. Se é inegável que uma certa elite prefere as paragens balneares da Comporta e da península de Tróia, há um pacote cultural à disposição no interior do município, representado por monumentos como o Castelo de Alcácer, a Capela das Onze Mil Virgens, o Santuário do Senhor dos Mártires, os concheiros, a aldeia de São Bento e os seus descendentes de escravos, ou a Lapa de São Fausto. Há também oferta de banhos para lá das praias, no exuberante Estuário do Sado que se abre a oeste de Cachopos, mas também nas duas grandes albufeiras a montante da sede de concelho: a de Vale do Gaio, a sul, e a do Pego do Altar, a norte.

Assim, é também normal que o cardápio da hotelaria reflicta a diversidade turística que Alcácer do Sal recebe. Para quem procura luxo, e não sendo o dinheiro um problema, as sugestões passam pelo Vale do Gaio Hotel, e pelo Sublime Comporta. Mas há alternativas, sem prejuízo da qualidade: o Spatia Comporta, por exemplo, com restaurante e bar incluído.

Para aconchegar o estômago, são elementares o restaurante A Escola, numa benéfica combinação de mar e alentejo, e o restaurante Dona Bia, uma referência da Comporta.

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Mapa

Coordenadas de GPS: lat=38.30839; lon=-8.23402