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Sudeste de Trás-Os-Montes: num planalto que caminha da Ribeira de Albargueira até ao imenso rio Douro, e junto à aldeia de Mazouco, há um conjunto de figuras do Paleolítico assentes em xisto, do qual se destaca o desenho de um cavalo de dimensões relativamente pequenas com quase 20000 anos de existência.

Proto-arte

O equídeo parece ser a peça central de um quadro que se estende para além dele. No total, há quatro figuras, mas o facto de estarem expostas ao ar livre (coisa pouco habitual na arte rupestre glaciar, que habitualmente escolhia paredes de grutas como tela) desgastou as restantes três, sendo o cavalo a única imagem perceptível. As outras, assume-se, eram também cavalos, ou pelos menos animais.

O que mais chama a atenção no Cavalo de Mazouco é o desenho do ventre, em duas linhas que correm em curvatura, dando a sensação de que se poderá tratar de uma égua em fase de gravidez, ou, em alternativa, de um exagero de um traço físico característico da espécie em causa. E de todo o conjunto podemos retirar os primeiros impulsos do homem em querer retratar a sua vida através da arte, ainda que de traçado primário. Ou mesmo de uma primeira forma de divinização dos animais que o rodeavam.

Mas mais importante que tudo, o Cavalo de Mazouco funcionou como catalisador de outras descobertas feitas nas redondezas – o Vale do Côa e Siega Verde, esta última já em território espanhol -, e que mais tarde subiram ao patamar de Património da Humanidade. Sem ele, não haveria a faísca que levou a todo esse destapamento que se deu, mais de uma dezena de anos depois, no Vale do Côa, com todas as consequências que essas novas gravuras trouxeram para a teorização da arte Paleolítica.

Talvez seja o início de vários outros conjuntos que virão à tona, sobreviventes improváveis de mais de dez mil anos de desgaste, incluindo um degelo que serviu de borracha para inúmeras desenhos deste tipo.

Freixo de Espada à Cinta – o que fazer, onde comer, onde dormir

Vila histórica desde a primeira metade do século XIII, os seus habitantes beneficiaram de vários forais e de carta de feira, embora a sua posição geográfica, de terra-fronteira, a tenha posto ao dispor de algumas guerras contra o poderoso vizinho ibérico.

Na vila, é obrigatória a visita ao interior da Igreja Matriz, mas também à Igreja da Misericórdia, e ao castelo, claro. E pela altura da Páscoa, é imperativo conhecer a Procissão dos Sete Passos. Nas redondezas, vigiado pelo Abutre do Egipto, é a natureza que domina: as arribas que cercam o rio Douro, que aqui é fronteira, os registos pré-históricos como o Cavalo de Mazouco, a Ribeira do Mosteiro, a Calçada de Alpajares, a Praia Fluvial da Congida, a magnífica vista do Miradouro de Penedo Durão e da sua estátua à Senhora do Douro.

Para comer bem, é favor ir ao Cinta d'Ouro para as alheiras da casa, e as dormidas fazem-se na aconchegante Casa da Caroline ou no poiso de férias Terra d'Alva, ambos com piscina.

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Mapa

Coordenadas de GPS: lat=41.14012 ; lon=-6.763028