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A estrada que se faz de Arouca até cá já seria motivo que justificasse a viagem. O Portal do Inferno é apenas o ponto sublime de toda a caminhada.

Uma passagem infernal

Situado no cume que separa duas depressões escarpadas, a novecentos metros de altitude, é mais do que um miradouro para a Serra de São Macário ou para a Serra da Freita – é um marco que provoca um sentido de mistério misturado com uma certa angústia vertiginosa. A começar pelo nome. Quer no portal, que nos sugere uma passagem entre dimensões, quer no inferno, que parece querer transmitir, num substantivo, a ideia de, a partir dali, descermos ao infra, às entranhas, que nos habituámos a ligar às terras do demónio.

Conta-se mesmo, em jeito de lenda e de aviso, que o diabo se esconde por aquelas frinchas, e não deixa de ser curioso que esta porta celeste se encontre, precisamente, na fronteira entre o distrito de Viseu e o distrito de Aveiro.

Visto de baixo há uma sensação do que é o inatingível, um maciço de xisto onde de alguma forma conseguiram desbravar caminho, e um conjunto de linhas de água a formar um quadro que o povo apelidou de Garra por parecer um alinhamento de dedos saídos da pedra (provavelmente, a mão do diabo). Visto de cima, damos com dois vales gémeos, um para sudoeste, outro para nordeste, separados à nascença por este monstro árido.

A sul, mais à frente, escondida numa fossa para onde um montão de outras serras descem, encontra-se Drave, a aldeia mágica. Será o remate perfeito para completar todo o misticismo que esta cordilheira oferece.

Arouca – o que fazer, onde comer, onde dormir

Arouca faz-se valer do seu belo Geoparque, delimitado em torno da Serra da Freita, esse manto de rochas históricas de onde saíram as famosas Pedras Parideiras ou as menos célebres Pedras Boroas.

Mas o reino de Arouca não é feito exclusivamente de penedos. A cascata da Frecha da Mizarela é inesquecível, bem como a lindíssima aldeia de Drave (agora entregue aos escuteiros mas visitável a qualquer hora do dia) ou o inopinado Portal do Inferno. Conseguindo intercalar estes pontos com a tradicional refeição local - baseada quase sempre na Carne Arouquesa, mormente a sua versão em posta -, faz-se um par de dias perfeito.

Teremos tudo isto bem ao nosso alcance caso nos alojemos numa das várias ofertas hoteleiras que existem (e se recomendam) por lá: a Quinta do Pomar Maior (em pleno parque, com quartos e casas que aliam a modernidade à tradição, e um excelente pequeno-almoço); a Cabanelas Country House (já no concelho de Vale de Cambra, na bonita aldeia de Cabanelas - pode ser alugada ao quarto ou a casa inteira); ou a Quinta do Rossado (quartos com
kitchenette num formoso terreno serrano).

Veja em baixo mais ofertas perto de Arouca:

Mapa

Coordenadas de GPS: lat=40.873424 ; lon=-8.110028