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A vila de Avô desfila em duas colinas separadas pelo rio Alva. Apresenta-se em cascata, tal como outras tão características da região centro, como o Piódão, embora aqui seja o granito, e não o xisto, a dominar.

História

Avô, o substantivo, remete-nos para alguém velhote. A colagem do termo ao carácter antigo da vila calha bem. De facto, Avô dura praticamente o mesmo tempo que Portugal – a lenda, a que já iremos, corrobora a sua verdadeira origem, que se situa algures no reinado de D. Afonso Henriques, quando este decidiu doar a povoação à sua filha D. Urraca. D. Sancho I, segundo rei português, concede-lhe foral, semente para a sua elevação a concelho no século XVI.

Sendo um dos bastiões de defesa da fronteira cristã na época da Reconquista, o seu castelo acabou por sofrer do mal de outros: à medida que os exércitos europeus avançavam para sul, foi perdendo a sua função guerreira. D. Dinis ainda arranjou tempo para o restaurar, mas os anos de paz, em torno de Avô, remeteram-no cada vez mais ao silêncio, ao mesmo tempo que a vila se ia prolongando para territórios cada vez mais periféricos. Teve uma pequena requalificação por altura das Invasões Francesas, por questões estratégicas.

Apesar da irrelevância crescente da fortaleza, Avô mantinha a sua vida comunitária. A provar está um novo foral atribuído por D. Manuel I. A sua ligação à coroa foi interrompida por algum tempo, quando passou para terra do bispado de Coimbra, mas logo retornou à realeza. A lealdade de Avô com o seu senhorio real chegou ao ponto de, mesmo depois da implantação da república, a vila ter decidido revoltar-se pela restauração monárquica, um pouco como aconteceu com a Monarquia do Norte. Durou dois dias, o episódio hoje conhecido como Monarquia de Avô.

Lenda de Avô

Reza a história que por estas bandas, aquando da Reconquista, Egas Moniz e o seu neto, Pedro Afonso, povoavam terra para que houvesse gente que a defendesse. Pedro Afonso estava prometido a D. Urraca, filha do primeiro rei Afonso Henriques, e fora-lhe oferecido novo feudo caso o fidalgo conquistasse terreno aos sarracenos.

Viviam-se os anos das tomadas e retomadas de território. Ora os ventos da guerra favoreciam os cristãos, ora num volta-face empurravam os muçulmanos para cima. Egas Moniz, já velho, insistia em combater ao lado do seu neto. Este, por medo, suplicava que ele não fosse sua companhia, em vão.

Uma das vitoriosas incursões sobre chão mouro teve como palco uma bela colina junto ao rio Alva. Aí decidiram montar castelo, e nessa fortaleza viveram Pedro Afonso e a sua mulher, D. Urraca. Mas os sarracenos não largavam o osso. Uma nova tentativa de recuperar Avô saiu falhada, mas feriu Egas Moniz, que teimava em contrariar a sua velhice nos campos de batalha. O ferimento, dada a idade, parecia fatal. Mas Egas Moniz, homem de bravura ímpar, sobreviveu, mais uma vez. E o neto, como homenagem a ele, decidiu chamar àquela terra, à sua terra, Avô.

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Visões do Douro na Beira

Quem vê a vila de Avô de cima, não pode negar as semelhanças com o Douro vinhateiro. Os socalcos, as colinas, e o rio que, sendo o Alva, bem podia ser o Douro. A aura torna-se brutalmente melancólica. Talvez por Avô ter perdido boa parte da sua importância. Talvez por muitas das suas casas terem cicatrizes de uma vida que já passou. Talvez por causa do granito, que como sabemos não é propriamente vibrante na cor. É nesse sentido que começamos a perceber de onde veio a lenda – Avô é, por si só, uma vila com perfil lendário.

E no entanto, há todo o arvoredo em volta, a dar luz. Oliveiras, pinheiros, e outras árvores de densas copas aninham-se onde o casario não chegou. Na margem esquerda, onde Avô começou, temos o castelo, hoje pouco mais do que uma ruína, e o maravilhoso solar de Brás Garcia de Mascarenhas, peculiar senhor que escreveu o épico e patriótico poema Viriato Trágico – versava a vida e o combate de Viriato aos romanos, e com isso estabelecia um paralelismo com o combate que se travava, no momento em que foi escrito, contra Espanha, por ocasião da Restauração. A povoação prolongou-se depois pela margem esquerda, originando então o bairro do outeiro, avanço que não deve ser alheio à construção da ponte. É aí que podemos ver a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, com aquele encaixe de pedra tão beirão.

E já que falamos de pontes, como não reparar nas duas que fazem a comunicação entre os vários pedaços da povoação – são um encanto quando vistas do rio Alva. A principal, a ponte D. Dinis, põe as margens a falar uma com a outra, e a outra, secundária, marca o dissolver da ribeira de Pomares (ou ribeira da Moura) no Alva. A norte fica a pequena Ilha do Picoto, um nico de terra a meio do caudal. Entre tudo isto, uma espécie de triângulo é formado – espaço suficiente para caber a excelente praia fluvial, que é montra para toda a vila.

Oliveira do Hospital – o que fazer, onde comer, onde dormir

De Oliveira do Hospital levamos o sabor dos presuntinhos, a memória fresca de mais de meia dúzia de belas praias fluviais, a escalada ao Santuário de Nossa Senhora das Preces, a Bobadela romana que ainda hoje se vê, e a beleza da vila de Avô, e a comida simples mas saborosa da Tasquinha dos Marques.

Como bónus vem a sua geografia, emaranhada no rio Alva e encostada às faldas da grande serra de Portugal, a Estrela. A oferta hoteleira é vasta e, em muitos casos, boa. A escolha varia entre projectos mais modernos como o Plano5 - Robust Design ou o Aqua Village, a outros que conservam os pequenos passos da sua história como o A Look into the River, na vila de Avô, ou o Lugar ao Sol, a sul da sede de concelho.

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Mapa

Coordenadas de GPS: lat=40.29354; lon=-7.90269

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