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Houve uma altura em que se achou por bem dar-se o tempo ao povo. Surgiram, um pouco por todo o país, as torres-relógio. A Torre das Cabaças, conhecida localmente como Cabaceiro, começou por ser isso mesmo, uma torre-relógio – a primeira de Santarém, e uma das primeiras do país -, e de certa forma mantém a sua função original. Mas alberga agora, também, o Núcleo Museológico do Tempo, situando-se literalmente ao lado da Igreja de São João do Alporão.

É, como veremos, a prova de como a beleza de um monumento está para lá do que a simples volumetria e arquitectura dizem. Se foram muitos os que a quiseram ver de rastos, aconselhados inclusivamente por variados pareceres técnicos, ela é agora um dos símbolos maiores da cidade central do Ribatejo.

A torre-relógio de Santarém

Tratava-se de uma torre quadrangular com oito janelas encimada por um relógio solar. A torre foi sobrevivendo à demolição dos edifícios em seu redor. O relógio terá sido vítima dos tempos e foi sendo modernizado.

Ainda se discute quando é que a ideia da torre se materializou. Que ela sofreu várias requalificações e, até, reformulações, é ponto assente. Há quem aponte o final do século XV ou a primeira metade do século XVI para o seu nascimento, embora muito provavelmente já neste sítio existisse uma torre pertencente ao sistema de muralhas escalabitano.

Sabemos que no início do século XVII foi alvo de obras e que a partir daí os retoques não pararam, dando-lhe um aspecto que, hoje, para quem não lhe conhece a história, levantará dúvidas de como é que tal vulgar molde chegou a Monumento Nacional. Na verdade, foi por força das gentes de Santarém que o campanário não foi mesmo abaixo. Foi intenção camarária destruí-la por mais do que uma vez, mas o povo e a opinião pública local não deixaram, e terá sido na esteira do último conflito que se entendeu elevar a Torre das Cabaças a tal classificação.

As últimas renovações transformaram-na num museu de três pisos apropriadamente dedicado ao tempo: o primeiro piso é atribuído à época em que o tempo era medido pelos astros, o segundo à transição para o relógio-máquina, e o terceiro cruza a temática do tempo com a história de Santarém.

O carinho popular de que goza tem por base, sobretudo, as oito cabaças (ou oito vasilhas) que se seguram ao ferro, lá em cima. Sobre elas se conta uma lenda…

A lenda das oito cabaças

O nome da torre não nasceu do acaso. No início do século XVII foram mesmo colocadas no ferro de apoio do sino oito cabaças de barro com o intuito de inchar o som das badaladas.

No entanto, a voz do povo, que não larga as crenças de antigas gerações, relata-nos uma lenda que nos dá uma justificação alternativa para a existência das vasilhas.

Dizem que D. Manuel I, acedendo a vários pedidos, decidiu construir uma torre-relógio em Santarém. E assim foi feito, destacando-se oito obreiros para o efeito. Quando o Rei decidiu visitar a obra que encomendara, não lhe poupou críticas. E exigiu que o topo da torre, onde o sino se encontrava, fosse decorado com oito cabaças, em representação das oito cabeças ocas que a edificaram.

Santarém – o que fazer, onde comer, onde dormir

Santarém tem dois monumentos obrigatórios que vivem lado a lado: a Igreja de São João do Alporão e a Torre das Cabaças. A estes, junte-se a Sé (Igreja de Nossa Senhora da Conceição) e, no final de Outubro ou início de Novembro, o Festival Nacional de Gastronomia.

Nunca deixar a cidade sem comer no Quinzena. As dormidas na cidade têm bom serviço na Casa da Alcáçova, com belas vistas para o Tejo. Fora da urbe, destacam-se a Villa XIII (uma típica casa com piscina e jardim envolvente), a Meio Country House (mais a norte, a pouco tempo do Parque da Serra de Aire e Candeeiros), e a Quinta M (onde se destacam os yurts em redor da piscina).

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Mapa

Coordenadas de GPS: lat=39.23569 ; lon=-8.68014