Feras antropófagas do Norte de Portugal – Parte 1

by | 23 Mar, 2018 | Lendas, Minho, Mitos e Lendas, Províncias, Trás-os-Montes

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Antes de mais, resolvo chamar os bois pelos nomes: os artigos que estou a escrever são sobre criptozoologia. A criptozoologia é a área de estudo de animais de espécies desconhecidas que alegadamente são ou foram relatados, dos quais o Nessie, o Yeti e o Bigfoot são bons ex., e de animais de espécies conhecidas, mas que se sabe não existirem na área onde foram relatadas ou que supostamente já deviam estar extintas, pelo menos na área em causa. E os meus artigos escritos para o Portugal Num Mapa são sobre animais de espécies já extintas em estado selvagem em Portugal, mas que tudo indica que continuaram a existir no país após a sua data de extinção nacional geralmente aceite, tal como o urso-pardo (Ursus arctos), e sobre animais alegadamente relatados em território nacional, mas cuja espécie até hoje não foi identificada, tal como a Cabicanca.

Até há séculos espécies de mamíferos de grande porte carnívoras e omnívoras eram comuns na maior parte da Europa. Antes de serem exterminadas da maior parte do continente europeu e confinadas a certas áreas, o contacto do homem (Homo sapiens) com essas espécies era mais próximo, o que dava azo aos habituais conflitos entre populações humanas e espécies animais de grande porte. O homem não só odiava as espécies de carnívoros de grande porte e o javali (Sus scrofa) pelos danos causados na agricultura e na criação de animais domésticos, como também os temia pela sua ferocidade, na maior parte das vezes ampliada pelo preconceito, mas em certa parte justificada pela sua perigosidade. Por isso, parece não ser coincidência que nessa altura, principalmente após a invenção da imprensa escrita – logo, maior rapidez, quantidade e qualidade da informação escrita – no que é hoje a Alemanha em 1450 pela mão de Gutemberg, tivessem surgido relatos de feras misteriosas que fizeram um considerável Nº vítimas humanas. Um dos países europeus mais afetados por essas feras – isto a julgar pelo grande Nº relatos – foi a França, que do séc. XVII ao séc. XIX teve mais de 1 dezena de casos do género, do qual o mais famoso é certamente o caso da Besta de Gévaudan, uma suposta animália (1 ou mais?) que tirou a vida de entre 88 e 124 pessoas, principalmente crianças, de 1764 a 1767.

E Portugal também teve casos de feras inidentificáveis que devoraram um bom Nº pessoas? Sim, teve; e é sobre 3 casos registados no Norte que escrevo agora.

A Besta de Montalegre

Em 1734 a Officina Joaquinianna de Musica publicou em Lisboa um relato, da autoria de Miguel Honorato, cujo título era comprido e pomposo: Relação de uma formidável fera, que saiu da montanha de Gerês junto à vila de Montalegre na província de Trás-os-Montes, no mês de Maio deste presente ano de 1734. E dos grandes estragos, que tem cometido na gente, e gados dos lugares vizinhos [já gramaticalmente atualizado para o português utilizado por mim]. A publicação incluía 1 gravura da besta indicada pelo título, para que alguém que lesse o relato pudesse identificar a espécie a que pertencesse.

Segundo o relato, uma fera saiu do lugar mais recôndito da Serra do Gerês no princípio de Maio desse ano. Matava sem parar pessoas, gado (do qual só se alimentava do sangue) e outras feras, correndo com tanta velocidade e subtileza que aparecia em vários sítios rapidamente sem que ninguém desse pela sua presença, até que aí causasse danos. Dizia-se que já teria morto 13 homens e 4 mulheres, a maior parte deles pastores, que foram encontrados com as entranhas retiradas, mas por causa do medo das gentes que fazia com que não saíssem de casa, pensava-se que o Nº vítimas mortais seria maior. Quando investia sobre as suas vítimas, lançava tão fortes bramidos que atemorizava quem os ouvisse. A sua astúcia era referenciada pelo facto de apenas atacar as vítimas quando estas se encontravam sós: conta-se que uma vez encontrou um pastor, e perseguiu-o, mas a poucos passos se deparou com outro; assim que os viu juntos, escondeu-se num mato próximo, voltando os pastores para suas casas incólumes, dando apenas pela falta de algum gado. Realizaram-se grandes montarias para a matar, mas não resultaram.

Ninguém conhecia a espécie a que pertencia a animália, embora houvesse quem a designasse por «tigre» ou «lobo-cerval»; porém, ninguém sabia o que era por causa da sua descrição física: tinha grande comprimento, pescoço curto, cabeça grande, olhos grandes, focinho comprido, boca demasiadamente rasgada, completamente guarnecida com grandes dentes visíveis, orelhas pequenas, crina cinzenta da ponta da cauda ao alto da cabeça, barriga avermelhada, patas cinzentas bastante compridas, e garras semelhantes às do leão (Panthera leo).

Desconhece-se como acabou o caso.

A Fera de Chaves

Em 1760 foi publicado em Lisboa, cortesia da Officina de Joseph Filippe, um incrível relato, de autor desconhecido, com outro título comprido e pomposo: Relação verdadeira da espantosa fera, que há tempos a esta parte tem aparecido em as vizinhanças de Chaves: Os estragos que tem feito, e as diligências que se fazem para a apanharem: segundo as notícias participadas por cartas de pessoas daquela Província [já gramaticalmente atualizado para o português utilizado por mim]. A publicação incluía 2 gravuras da fera indicada pelo título.

O relato dava conta de uma besta que já tinha andado anteriormente pelos arredores de Chaves, mas que entretanto voltara. Pensava-se que já teria feito mais de 100 vítimas mortais, principalmente do sexo feminino. Para a matar, foram organizadas montarias pelos habitantes, e soldados a pé e a cavalo também foram chamados para ajudar a população local, mas em vão. Um mancebo corajoso tentou atirar um machado bem afiado, mas falhou a pontaria. Um indómito cavaleiro atirou-lhe uma lança, mas não perfurou a concha da animália (?!?). De muito menos serviram os tiros, pois a fera usava a concha em causa como escudo.

Também não se sabe como acabou o caso.

A Fera de Castro Laboreiro

No seu livro Portugal Antigo e Moderno, publicado em 1873 pela Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão, Pinho Leal contava que há 12 anos as povoações de Padrenda, Monte Redondo e Gazgoa, na Galiza (nota: das 3 localidades referidas, a única que existe, pelo menos atualmente, é Padrenda, não conseguindo encontrar as outras na Internet), foram devastadas por uma fera. Alguns diziam que se tratava de um lobo, outros diziam que se tratava de um tigre, havia quem dissesse que era um javali, e possivelmente haveria outras teorias (naturais) sobre do que se tratava, mas nunca se chegou a saber o que realmente era.

Entretanto, a besta passou a fronteira e espalhou o terror pela região de Castro Laboreiro. A descrição dos seus ataques era grotesca: só num dia matou 2 crianças de 11 anos em Castro Laboreiro, devorando uma e despedaçando a outra; para mais que provável horror de quem encontrasse, um braço estava ali, uma perna acolá, um crânio além…

O povo andava horrorizado: toda a gente evitava sair de casa à noite, e, mesmo de dia, só se saía bem armado e acompanhado.

O mistério ligado à animália fez que começassem a ser contadas várias historias sobrenaturais: segundo uns, a fera era um filho indigno, amaldiçoado pelos seus pais; outros diziam que era alguém que tinha assassinado um irmão, tal como Caim, e que, por isso, estava a penar pela Terra; havia quem garantisse que era uma alma do outro mundo; os ditos mais espertos sustentavam que era um lobisomem; já os ditos mais sérios teimavam que era, nem mais nem menos, o próprio Diabo!

O que é certo é que o a população local resolveu dar fim a este tormento. Combinaram uma grande montaria à fera. Para isso, reuniram-se inúmeras pessoas no terreiro da capela de Alcobaça, uma aldeia da zona, e de lá saíram mais de 300 homens para a floresta das Ramalheiras. Ninguém a encontrou; em vez disso, foi encontrado um rapaz de 14 anos, brutalmente ferido por ela, mas que foi salvo pelas suas vacas, porque estas investiram contra a besta sem hesitar para protegerem o dono e puseram-na em fuga. Felizmente, indica que posteriormente o rapaz sobreviveu ao ataque.

A animália apareceu ainda na região mais 2 vezes, com um intervalo de 2 anos, demorando-se em ambos os casos alguns meses. Por fim, desapareceu sem se saber como, nem para onde.

Como já foi aqui escrito, nunca se chegou a saber do que se tratava. Quem ainda chegou a vê-la supôs que era um grande tigre, que teria fugido da jaula de algum domador de feras.

 

Considerações iniciais sobre os 3 casos apresentados

Na minha opinião, de todos os casos o que apresenta menos credibilidade é o caso da Fera de Chaves. As gravuras da publicação do relato são parecidas a gravuras de outras criaturas fantásticas: o retrato de uma das gravuras faz lembrar uma manticora, uma espécie de animal fantástico antropófago de origem persa, com corpo geral de leão, geralmente ruivo, cabeça de homem, 3 fileiras de dentes de tubarão afiados, olhos de cores diferentes, cauda de escorpião ou de dragão com a qual pode disparar espinhos venenosos que matam qualquer ser, exceto o elefante, e voz trovejante, que foi incluída em vários bestiários medievais; na outra gravura a fera é retratada de forma semelhante ao monstro que Alfred Jarry incluiu na sua obra dramatúrgica César Anticristo, que possivelmente foi inspirado em monstros retratados nos bestiários em causa. Isto somado à improbabilidade de haver atualmente uma espécie de mamífero de grande porte com uma carapaça ou algo do género semelhante (embora não negue a possibilidade que alguém tenha colocado uma couraça semelhante a uma carapaça capaz de repelir lanças e balas) faz-me entender que o caso da Fera de Chaves é fantasioso, sendo por isso que deixarei de me debruçar sobre ele. Quanto à veracidade dos outros 2 casos, até prova em contrário, tudo aponta para que algo terrível tenha mesmo ocorrido em Montalegre nos anos 30 do sec. XVIII e em Castro Laboreiro em meados do séc. XIX – no último caso, há registos de óbitos de Junho de 1861 no Arquivo Distrital de Viana do Castelo que parecem coincidir com as crianças referidas naquilo que Pinho Leal relatou.

Não se sabe ao certo em que altura do dia é que ocorreram os ataques da Besta de Montalegre e da Fera de Castro Laboreiro, mas, pelos relatos de ataques consumados ou quase a pastores, que exercem a sua atividade durante o dia, tudo indica que atacaram à luz do dia; além disso, a Fera de Castro Laboreiro também era reconhecida por atacar a qualquer altura, pois foi relatado que evitava-se sair à noite, e só se saía de dia sob fortes precauções. Quanto à altura do ano em que ocorreram os ataques, a Besta de Montalegre começou a atacar em Maio, mas não se sabe até quando duraram os ataques, e, a julgar pelos registos de óbitos referidos no parágrafo anterior, tudo indica que a Fera de Castro Laboreiro pelo menos atacou em Junho, mas não se sabe se atacou também em outros meses. Nada indica que houve ataques dentro das povoações em ambos os casos.

Os séculos XVIII e XIX, séculos em que supostamente a Besta de Montalegre e a Fera de Castro Laboreiro, respetivamente, causaram os seus infames estragos, foram séculos de grandes transformações sociais na generalidade do continente europeu, dos quais a Península Ibérica não foi exceção, o que pode explicar a falta de medo e de hesitação em atacar das feras referidas em relação ao homem.

Infelizmente, nesses séculos não eram raras as epidemias, as guerras e as crises alimentares que ceifavam muitas vidas humanas, e não creio que o Noroeste da Península Ibérica fosse imune a isso (pelo menos por lá houvera parte das Guerras Napoleónicas e das Guerras Liberais e a fome na Galiza no séc. XIX, o que provocou, salvo erro, a primeira vaga de imigrantes não qualificados para Portugal, principalmente para o Porto, cerca de século e meio antes da vaga de africanos lusófonos, brasileiros, chineses e pessoal oriundo de países europeus que tiveram ditaduras de esquerda e do Sul da Ásia após o 25 de Abril até ao final da 1º década de 2010; aliás, acredita-se que a designação popular de certas espécies animais de pequeno porte como «galegas» – ex.: mocho-galego [Athene noctua] e maçarico-galego [Numenius phaeopus] – deriva do facto da generalidade dos imigrantes galegos terem sido de baixa estatura, pois nunca cresceram com uma alimentação saudável, resultado das carestias alimentares que fustigavam a Galiza!). Está documentado que, quando houve situações de grande mortalidade na Europa até há 1 século, o Nº mortos excedia com frequência a capacidade de enterro dos corpos, o que fazia com que muitos cadáveres ficassem por enterrar, deixados em sítios ermos (às vezes, as pessoas, ainda vivas, acabavam por morrer aí), ou fossem enterrados em valas comuns, muitas vezes rasas. Além disso, pelo menos em Portugal em meados do séc. XIX, as autoridades sanitárias começaram a obrigar os enterros de pessoas em cemitérios próprios para o efeito em detrimento dos adros das igrejas, como tinha sido feito até então, medida com o qual as populações locais não concordaram; por isso, acredito que a má vontade em cumprir a medida aliada à inexperiência em enterrar os mortos em terreno designado para isso fez com que muitos corpos fossem mal enterrados naqueles tempos. A grande disponibilidade de corpos de pessoas nada ou mal enterrados possivelmente proporcionou muito alimento a animais de várias espécies, se calhar entre eles as bestas em causa, que, habituando-se ao sabor da carne humana, foram associando o homem a uma fonte de alimento alternativa. Trata-se de algo que não foi exclusivo da Europa – por ex., segundo Jim Corbett no seu livro Man-Eaters of Kumaon, os leopardos (Panthera pardus) na Índia começavam a predar os homens quando os felídeos em causa adquiriam gosto pela carne humana por se alimentarem de cadáveres atirados para a selva durante as epidemias.

Como já foi aqui referido, espécies de mamíferos de grande porte carnívoras e omnívoras percorriam a maior parte do continente europeu, mas foram entretanto exterminadas da maior parte da Europa, ficando confinadas a certas áreas. A diminuição dos seus efetivos em estado selvagem em solo europeu também esteve relacionada com a diminuição dos efetivos das espécies de mamíferos de grande porte herbívoras, as principais presas das grandes espécies de carnívoros. Essas diminuições também ocorreram nos séculos em que ocorreram os casos, e só foram revertidas não há muitas décadas, após fortes medidas de conservação. A título de ex., quando foi fundado o Parque Nacional da Peneda-Gerês em 1971, os únicos ungulados que percorriam a área silvestre do Parque eram os garranos, uma raça de cavalos-domésticos (Equus ferus caballus) assilvestrados; os javalis, os veados-vermelhos (Cervus elaphus), os corços-europeus (Capreolus capreolus) – a espécie símbolo do Parque Nacional – e as cabras-montesas-ibéricas (Capra pyrenaica), que percorrem agora o único parque nacional existente no território português atual juntamente com os garranos, só lá apareceram mais tarde, principalmente por causa de medidas de conservação e de reintrodução em Espanha. Sem a sua principal fonte de subsistência, as espécies de grandes carnívoros começaram a predar o gado. Ao mesmo tempo, também relacionado com essas diminuições, as populações humanas aumentaram substancialmente, fazendo com que houvesse maior intrusão nos habitats naturais das espécies em causa. Poderiam, por tudo isso, animais dessas espécies começado a ver o homem como uma presa mais frequente e mais fácil de obter? E foi esse o motivo pelo qual as 2 bestas mataram pessoas?

Por fim, ponho a hipótese de que as bestas possam ter sido exemplares de espécies exóticas que fugiram do cativeiro ou foram largados na Natureza por qualquer motivo, com os trágicos resultados que ocorreram por não conseguirem sobreviver só com as (possivelmente poucas) presas selvagens das espécies locais. As viagens comerciais e de exploração transcontinentais levadas a cabo por certos países europeus (com Portugal à cabeça) nos finais da Idade Média e no início do Renascimento e a posterior colonização de várias vastas áreas fora do «Velho Continente» por parte desses países (Portugal e Espanha ainda tinham colónias consideráveis em África e na Ásia na altura em que ocorreu o caso da Fera de Castro Laboreiro, além de iguais colónias nas Américas na época da ocorrência do caso da Besta de Montalegre) fez com vários produtos de proveniência não-europeia, incluindo animais cativos para a nobreza, fossem trazidos para os territórios colonizadores. Além disso, após serem independentes, os países latino-americanos eram os principais destinos de chegada dos emigrantes portugueses e espanhóis no séc. XIX – pergunto então se seria possível um emigrante muito bem-sucedido voltar para a sua terra (houve alguns que o fizeram – lembram-se dos chamados «brasileiros»?), trazendo consigo as riquezas que obteve no estrangeiro… E também vida animal de porte considerável e de beleza prestigiante para o seu dono, mas de espécies ainda hoje por domesticar. Só que essa hipótese tem 2 falhas: a 1º é o facto do clima do Norte de Portugal e da Galiza ser muito diferente do da maior parte dos habitats naturais das atuais ex-colónias portuguesas e espanholas, mas, a título de ex., o tigre-de-Bengala (Panthera tigris tigris) encontra-se nos Himalaias (principalmente no sopé), a hiena-malhada (Crocuta crocuta) pode ser encontrada nas altas montanhas etíopes, a hiena-raiada (Hyaena hyaena) existe no Cáucaso, e a distribuição geográfica histórica do jaguar (Panthera onca) abrange o Sul do Brasil – todas essas zonas do planeta que referi são climaticamente iguais ou mais agrestes que as áreas nortenhas e galegas onde foram relatadas a feras –; a 2º falha prende-se ao facto dos relatos das feras se resumirem a alguns dos locais historicamente mais remotos e inacessíveis da Península Ibérica (dos quais o Barroso e Castro Laboreiro nos séc. XVIII e XIX, respetivamente, são bons ex. disso), e de não haver qualquer registo de casos em áreas mais humanizadas em redor das grandes cidades, como se esperaria nessas épocas.

A partir de agora dou a conhecer as teorias naturais do que possam ter sido as feras, por ordem alfabética: espécimes de Panthera, hienas (malhadas ou raiadas), javalis, linces-europeus (Lynx lynx), lobos-cinzentos (Canis lupus) e ursos-pardos. Também no final apresento uma outra teoria. Mas essas teorias ficam para a 2ª parte do artigo.

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