Rebuçados da Régua

Em dias de sol, à entrada poente do Douro internacional, na cidade de Peso da Régua, vemos moças de várias idades junto ao rio e à estação de comboios, de sacos de plástico ou cestos na mão e a bradar tiradas sobre uns certos doces que trazem para venda: os rebuçados da Régua.

Compram-se em sacos de várias unidades e vêm embrulhados em papel retorcido em forma de laçarote, como a maioria dos outros rebuçados que encontramos por aí. Mas aqui, a injecção de açúcar é desconcertante. Embora cada rebuçadeira os faça a seu bel-prazer, o sabor magno não foge muito do que deve ser.

É um ponto de rebuçado de açúcar, limão e mel, muito mel, que é aquilo que mais sentimos na boca – isto é fundamental que haja, depois pica-se cada um com o apuramento que cada rebuçadeira quiser. A solidificação acontece quando deixamos este magma adocicado e a ferver cair em pedra de mármore fria. O rebuçado torna-se denso e pronto para ser recortado em círculos com a ajuda de uma tesoura. Embrulha-se e está feito, pronto a ir para a estrada.

Em 2011 a Câmara Municipal de Peso da Régua resolveu, muito justamente, certificá-los enquanto marca.

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Um tipo que não desiste de dar a conhecer aos portugueses um país que eles mal conhecem: Portugal.