8 TRADIÇÕES DO NATAL PORTUGUÊS

Ao todo, são oito, estas tradições de Natal: da óbvia (mas simbolicamente complexa) montagem de uma árvore de Natal, aos misteriosos ritos dos caretos transmontanos. Pelo meio há fogueiras, castanhas, e bananas…

  1. Bananeiro de Braga
  2. Madeiros
  3. Caretos de Varge
  4. Pinheiro de Guimarães
  5. Árvore de Natal
  6. Magusto da Velha
  7. Árvore de Natal de Viana do Castelo
  8. Caretos de Ousilhão

Bananeiro de Braga


Um natal de banana e moscatel é feito todos os anos em Braga

Em Braga, o Natal não passa sem se sair à rua. O destino é uma casa atípica, que vende um par que diríamos ser impossível: uma banana e um moscatel. O costume foi ganhando fama e é já impensável pensar-se na noite de Consoada sem se ir ao Bananeiro.

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Madeiros


A noite de 24 de Dezembro é, em vários pontos do país, uma noite de fogo

Os gigantes fogos que se fazem em várias povoações na véspera de dia 25 de Dezembro são um longo e caloroso cartão de boas vindas ao sol, que, no hemisfério norte, está de regresso, pondo os dias maiores a partir dali. Uma festa que está em comunhão com as antigas celebrações feitas no Solstício de Inverno.

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Caretos de Varge


Caretos de Varge a exibirem-se no Festival da Máscara Ibérica, em Lisboa

Os ritos em honra ao sol que desponta no dia 25 de Dezembro são feitos com máscaras na província de Trás-os-Montes. Um Natal celta no meio de um Natal cristão, dirão muitos. Quantos segredos não se esconderão por trás destes diabos?

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Pinheiro de Guimarães


29 de Novembro, em Guimarães, é dia de bombos e rojões e um gigante pinheiro

Nas frias Festas Nicolinas de Guimarães (em honra de São Nicolau, o inspirador do Pai Natal), há um dia especial: o do Pinheiro, a 29 de Novembro. Milhares de pessoas e outros tantos bombos, do Minho e arredores, juntam-se a um carro puxado por bois que traz uma carga diferente. É um enorme pinheiro que, no final da noite, é levantado, para gáudio de todos os vimaranenses.

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Árvore de Natal


De origem provavelmente germânica, a Árvore de Natal é o grande símbolo pagão de uma festividade envernizada pelo cristianismo

Uma tradição de origem germânica, tão frequente que já é tida como trivial, tem por trás um simbolismo que nada tem a ver com o nascimento de Cristo. Marca esse elo universal do homem com a natureza.

O ornamento da árvore de Natal alude quase sempre ao nosso astro maior, o sol. A começar pela estrela que lhe colocamos em cima.

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Magusto da Velha


Um presente de uma velha que ainda hoje é desconhecida

Há um outro dia de São Martinho para as gentes de Aldeia Viçosa. Acontece no dia 26 de Dezembro. Tudo porque uma abastada velha, tão velha que não lhe sabemos o nome, resolveu doar castanhas e vinho ao povo – a troco de um Pai Nosso rezado à sua memória.

Nesse dia, da torre da igreja, chovem castanhas para todos os que, lá em baixo, as quiserem apanhar.

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Árvore de Natal de Viana do Castelo


A Quadra em Viana faz-se na companhia da maior árvore natural de Natal da Europa

Garante-nos o município de Viana do Castelo que esta é a maior árvore de Natal natural da Europa. É bem possível que sim, embora seja um registo difícil de verificar. O que importa é ver como Viana não perde um ano sem a rechear de luzes e estrelas. É visível de inúmeros pontos da cidade e mantém-se assim do início de Dezembro ao início de Janeiro.

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Caretos de Ousilhão


Diabos à solta em Ousilhão

Nos dias 24, 25, e 26 de Dezembro, rapazes mascarados – os chamados Caretos -, aguardam que a missa do dia acabe. A partir daí, o tempo é deles: lançam um caos completo na aldeia, onde chocalham mulheres, trepam telhados, roubam casas, ameaçam a ordem.

São as Festas dos Rapazes, aqui como nos já mencionados Caretos de Varge (entre outros) – ritos de iniciação e de transição para a idade adulta, num misto de paganismo celta e romano.

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